WORLD MEN´S CHAMPIONSHIP 2008 (7)
Enviado em 24 de Agosto de 2008
Publicado por Eduardo Issa | Enviar por e-mail
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21 a 31 de agosto de 2008
SF Strike Bol Ngamwongwan
Nonthaburi, Tailândia
FASE DE TERCETOS
(comentários de Eduardo Issa, direto do SF Strike Bol Ngamwongwan)
“Bom pessoal, realmente foi um dia para ser esquecido.
Pela manhã jogamos eu, Márcio e o Feltrin. Já no aquecimento pude perceber que o dia seria difícil, pois no treino oficial, há três dias, estava mais lento, então nem mudei a superfície das bolas.Como tinha 2 bolas para o longo (Blue Alien e Shark), apenas tirei um pouco o brilho da minha bola número 3, para caso estivesse mais seco que no treino oficial, teria mais uma opção. Como estava mais rápido, nem cheguei a usá-la e fiquei muito espremido com quase zero de margem de erro.
Em duas partidas fiz dois ligues e na outra fiz um ligue, mas sem margem de erro. Os splits aparecem com maior frequência e, como não fiz mais ligues, ficava alternando bolas 20 e o jogo não rendeu. Três linhas passam muito rápido e quando se vê já acabou o dia.
Fui bastante regular, e só não fiz três linhas de 180 alto, pois fritei um pino 7, depois de estar de ligue, e ter tomado uma roubada monstra, na minha melhor bola jogada no dia, queria quebrar o pino 7, cheguei forte, p… da vida e travei no canto, channel…
O que faltou muito foi uma noite de sono melhor, tanto para mim quanto para o Márcio. Não estávamos com o raciocínio rápido e algumas vezes não estava nem olhando a seta. Aí fica difícil, ou melhor, impossível.
O Márcio também sofreu um bocado, pois estava no meio do caminho de bolas lixadas pela diagonal e dos girudos que abriam bola, também ficou muito espremido, teve muito azar de tomar uns “pofs” mesmo de frente para os pinos e só se encontrou melhor na última partida (201), depois de jogar quase toda a segunda de côco. Teoria que só um “silver coach” sabe e pode colocar em prática.
O Celso Feltrin manteve sua estratégia de ir para o pocket na diagonal, mas também muito espremido, fritou alguns isolados (coisa rara aí no Brasil), senão teria mantido a média do primeiro dia.
À tadre jogaram Caio, Paulão e Mário. Pelo bate-bola achei que fariam duque fácil, mas foi muito diferente disso. Tinha muito tráfego de bola lixada entre as tábuas 13 e 20 e eles tentaram o tempo todo vencer esta barreira, quando abriam um pouco nem chegavam no pino 1, quando caiam na vala raspavam no pino 2.
O que percebi comigo e conversando com os outros da equipe foi que, apesar de jogarmos apenas três partidas, quando terminou o turno parecia que tínhamos jogado umas quinze.
Foi um dia difícil para todo mundo e a grande maioria dos atletas bateu menos que no óleo curto. E alguns até irritados, como foi o caso do Jason Belmonte que chutou o retorno, xingou, jogou bola no chão e quase levou uns cascudos do Celso Feltrin, rsrsrs. Bem que merecia.
Outra grande estrela que deu baixaria, que eu presenciei (e até filmei) foi o Chris Barnes que chutou o retorno por duas vezes.
Vi muita gente que joga um boliche fantástico, sofrer muito. O todo-poderoso Walter Ray fez um quadri-ligue de strikes passados, que ficou roxo de vergonha, mediante a reação dos espectadores. O Tommy Jones apelou no final e mandava uma bica-reta no pino 1, com umas 50 milhas/hora, no mínimo.
É isso aí pessoal, o condicionamento foi muito difícil e mudava a todo momento, porisso, caros amigos, nós seis que aqui estamos somos muito solidários uns com os outros, principalmente nos momentos de dificuldade, pois “O ÚNICO PAÍS, repito, O ÚNICO PAÍS NESTE CAMPEONATO MUNDIAL QUE NÃO TEM UM TÉCNICO, É O BRASIL !!! E, se dependesse da nossa confederação, nem uniforme teria. Desculpe-me o Boris Casoy, mas “ISSO É UMA VERGONHA”.
A Suécia, por exemplo, tem como técnico, nada menos que o Tim Mack, e tem mais gente nos bastidores ajundando do que atletas. Ou vocês acham que esses frutos se colhem por acaso?
O Kuwait tem o Patrick Healey Jr. entre muitos outros países com técnicos ex-profissionais. E nos que temos no Brasil dois técnicos SILVER, que sabem muito de boliche, não temos a capacidade de fazer absolutamente nada.
Chega, senão me estresso, e não estou aqui para isso.
Apenas para finalizar de uma forma mais agradável, ontem fui brincar com o Márcio Vieira e sem querer dei um pescoção no Patrick Allen, e logo depois o Márcio deu um “passa amanhã que hoje não tenho troco” no Tommy Jones, logo após eu bater uma foto dos dois, o americano ficou com a mão estendida para cumprimentá-lo e o Negão se virou e não tô nem aí para você, he, he, he… Lógico que foi sem querer.
Grande abraço à todos.”
O Márcio ta de marcação com o Tommy Jones!
Hj ele deu um chute nele!
heaueahuaehueahueahae
Vai com calma Márcio!!!
Bom relato Issa, keep it up…
Fala pro Marinho e pro Caio tentarem copiar o inglês Dominic Barret, ele tem uma trajetória um pouco parecida com a deles e foi um dos melhores no longo com 699, sei que deve estar difícil mais ele deve estar fazendo alguma coisa de diferente para conseguir mais de 230 de média.
Boa sorte, Abraços.