WORLD MEN´S CHAMPIONSHIP 2008 (5)
Enviado em 23 de Agosto de 2008
Publicado por Eduardo Issa | Enviar por e-mail
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21 a 31 de agosto de 2008
SF Strike Bol Ngamwongwan
Nonthaburi, Tailândia
(comentários de Eduardo Issa, direto do SF Strike Bol Ngamwongwan)
“Fala Bira, tudo bem?
Bom, ontem aqui e ainda hoje aí, terminou a fase de duplas.
Pela manhã, jogaram o Caio e o Mário, cheguei quando eles já estavam na quinta linha, e pelo que conversei com eles as pistas estavam bem mais rápidas que no treino oficial (por incrível que pareça isso não foi aí no Brasil, rsrsrs)
Havia muito carrydown e o breakpoint ficou minúsculo, até comentei com o Márcio Vieira que jogadores excelentes estavam variando muito, como foi o caso do ótimo canadense Mark Buffa, uma bola chegava cheia e a outra na orelha.
O Caio e o Mário sofreram muito com isso.
Na minha modéstia opinião, no óleo curto a melhor opção é sempre para a frente, talvez porque eu só saiba fazer isso, he, he, he…
Poucos que abriram bola se deram bem, como foi o caso do mexicano Corona mas, nesse caso, o cara tem uma máquina dentro do braço direito, com um poder de giro e uma velocidade incríveis, quase igual ao “Charles LA MÁQUINA Robini”.
Se deram bem também, abrindo bola, os dois malucos “two handers”, Belmonte e Palermaa, porém abaixo do que eles são capazes de conseguir. Se eu fizer (ou melhor, se tentar fazer) o que esses dois fazem, voam vértebras e costelas para todo lado, o Márcio então, vira um quebra-cabeças, rsrsrs.
Bom, à tarde joguei com o Márcio. O Negão jogou muito boliche, fez muito strike encaixado porém, como comentei com ele após o final, não houve uma partida sequer que ele não tivesse que fazer 3 ou 4 ajustes, mas não estou falando de uma tabuinha não, o Negão dançou muito na pista e trocou de bola a todo instante, mudou de saque e tudo mais que imaginarem e a cada mudança que fazia se dava bem. Esse cara sabe tudo mesmo.
Eu comecei bem, fazendo 232, tomei um 8 de tri-ligue, poderia ter dado um pouco mais. Logo na segunda partida já senti diferença nas pistas, a da esquerda tinha bem mais carry e depois de um “wash” corrigi e bati 201. A terceira e quarta partidas foram como um replay (202 e 206), contei com a sorte de matar uns splits de tabela. Na quinta linha, mudei 3 tábuas para esquerda, fazendo com que eu jogasse a bola quase na mesma tábua que chegava com o pé, tamanho o carrydown, coisa que não tenho no Brasil, então qualquer pouco, para mim já é muito, rsrsrs. Nessa joguei bem e bati 211, a diferença das duas pistas era grande, porisso estava difícil de ligar, contei com a sorte de fazer 3 strikes no décimo frame.
Na última, estava muito cansado pois até então havia me esforçado muito para não diminuir a velocidade, tomei 2 splits (6-8 e 2-10), matei o segundo e não consegui fazer ligue, resultado: 183.
Sai um pouco triste, com aquele gosto que poderia ter ido melhor, levei uma baita bronca do Negão, então pus um sorriso na cara para não apanhar, he, he, he…
Bom, rapidamente falando das finais.
Assistimos, eu, o Paulão, a Cláudia, o Márcio, a Lúcia, a Léa, o Careca e a Carol de camarote, atrás do Walter Ray, Tommy Jones e Chris Barnes… é pouco ou quer mais?
Os suecos jogam muito, mas das duas uma: ou eles não tem ESPN ou eles são malucos de pedra (rasgam nota de 100 euros), os caras começaram na frente e no terceiro frame o Laendersson fez tri-ligue e fez aquele sinal de que não estava escutando a torcida. Virei para o Márcio e falei: ferrou, esse cara não sabe com quer está mexendo. No sétimo frame os suecos estavam 38 pinos à frente e após um strike, o maluco, de novo, vira para a torcida o mostra o nome da Suécia na camisa, esse cara queria apanhar, né?
E apanhou mesmo. Para resumir a história: os dois americanos fizeram tri-ligue no décimo frame e ganharam por 5 pinos.
Achei pouco e bom!
A passagem para a Tailândia custou 4.500 reais, a inscrição 250 dólares, assistir à tudo isso de camarote: NÃO TEM PREÇO!!!
No final, a festa era tanta em cima do Allen e do Page, que eu vi um velhinho, semi-grisalho, isolado e sentado de agasalho, com frio, desprezado momentaneamente pela grande maioria, fui lá e conversei uns bons minutos com ele, que para mim foram uma eternidade, era o Pelé do boliche, e eu fiz questão de falar isso à ele, nada mais, nada menos, que o WALTER RAY WILLIAMS JR.
Amanhã escrevo mais, pois daqui a 4 horas e meia tenho que acordar para jogar o terceto com o Márcio e o Feltrin.
Grande abraço à todos!”
Issaaaaaaa,
Vc falou com ele sobre a taça ?
Abraços.
Valeu a aula em Issa, vc aprendeu a fazer tri-ligue na decima. rsss