4th STORM SAN MARINO OPEN
Enviado em 19 de Julho de 2008
Publicado por Bira Teodoro | Enviar por e-mail
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Não resisti a tentação de dar uma cutucada nos defensores dessa estranha (prá mim) teoria que defende o condicionamento “difícil” para melhorar (?) o boliche brasileiro.
Quem acompanha o Tour Europeu de Boliche, o EBT Major, sabe que conseguir 230 de média nas seletivas nem sempre é o suficiente para garantir a classificação para a próxima etapa.
É aí que ouço comentários que esse tipo de condicionamento é “baba”, que não “ajuda” o desenvolvimento técnico (?) do boliche, e por aí vai…
Então poder-se-ia concluir que esses eventos dão prêmios irrisórios. Porém a realidade é que a média de prêmios dos EBT superam os 50.000 euros cada um. E o tour anual tem 20 campeonatos em média, ou seja, o total de prêmios supera 1.000.000 de euros. Um milhão! De Euros!
E a atração, a cada ano que passa, que o EBT exerce sobre jogadores de todo o mundo?
Como seria o desempenho de um PBA num EBT? Não precisa imaginar… basta ver o desempenho do genial genioso Pete Weber no Storm San Marino Open, que está em andamento.
Pete começou com uns tímidos 228 pontos, melhorou com 235 e simplesmente arrasou com 279, 290, 289 (uma espetacular série de três com 858 pontos) e, provavelmente “cansado”, encerrou com 254. Série de 1575 (média de 262,50) e, é claro, a liderança da classificatória que está assim:
2. Jens Nickel (Alemanha):
290 + 226 + 279 + 257 + 245 + 256 = 1553 pontos, 258.83 de média
3. Osku Palermaa (Finlândia):
278 + 269 + 247 + 214 + 289 + 235 = 1532, 255.33
4. Mathias Arup (Suécia):
219 + 246 + 247 + 222 + 279 + 237 = 1450, 241.67
5. Jason Belmonte (Austrália):
222 + 220 + 215 + 275 + 269 + 221 = 1422, 237.00
6. Tore Torgersen (Noruega):
177 + 235 + 267 + 232 + 279 + 228 = 1418, 236.33
7. Jouni Helminen (Finlândia):
245 + 278 + 180 + 247 + 221 + 233 = 1404, 234.00
8. Robert Andersson (Suécia):
236 + 258 + 233 + 225 + 226 + 216 = 1394, 232.33
9. Thomas Gross (Áustria):
221 + 183 + 259 + 234 + 267 + 228 = 1392, 232.00
10. Alix Yoan (França):
236 + 207 + 207 + 234 + 268 + 232 = 1384, 230.67
Será que eles estão errados e nós certos?
Clique aqui para visitar o site oficial do San Marino Open
4th Storm San Marino Open - 2008
12 a 20 de julho
10.ª etapa do European Bowling Tour - EBT Major
Rose’n Bowl Bowling Center, San Marino
5 comentários para “ 4th STORM SAN MARINO OPEN ”
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Bira, muito interessante e oportuna esta matéria.
Antes de expor meus comentários quero dizer que há espaço para os dois tipos de condicionamento (depende de qual o seu objetivo).
Então vamos analisar os casos:
Condicionamento “Facil” Europeu:
Voce mesmo fala que são 1.000.000 de Euros por ano. Este dinheiro vem de onde? De patrocinadores. Patrocinadores esperam vender sua imagem e produtos. Como? Divulgando por todos os meios inclusive televisão. Televisão somente transmitem eventos com pessoas ilustres participando, e altas médias, enfim show. Então os europeus estão mais do que certos.
Condicionamento “Difícil” oficializado pela FIQ para os campeonatos internacionais:
Passamos por um momento dificil no nosso esporte. Onde os atletas precisam investir demais para continuar com seus treinamentos, visando competições internacionais. São raríssimos os casos de atletas que possuem patrocínio. Mas de onde vem os patrocínios? De empresas que querem ver sua imagem vinculada a um esporte vencedor. Então temos que vencer campeonatos em qual tipo de condicionamento? Esta é a nossa realidade. O Brasil não compete no Tour Europeu, em busca de premios em $$$ e sim a ambito Pan Americano, onde vemos que outros países estão anos luz na nossa frente, jogando neste condicionamento que “dizem” ser difícil. Tudo é difícil quando não se pratica no dia a dia.
Alguns falam que o Boliche no Brasil carece de titulos de expressão para atrair mais adeptos, mas como poderemos chegar a este nível, se não praticamos o boliche onde iremos competir?
Pegando o gancho do San Marino Open, veja só, um jogador acostumadíssimo aos condicionamentos mais dificeis, pegou um facil e só meteu 262,5 de média, agora pega um super acostumado ao Tour Europeu com 230 de média e manda jogar na PBA. Pense qual seria sua média?
Finalizando, acredito que podemos sim ter condicionamentos menos difíceis, para atrair muitos mais adeptos, porém, não podemos ter nossos atletas de ponta, submetidos a estes condicionamentos visando uma preparação para torneios internacionais, e muito menos termos um Ranking Nacional baseado em torneios com oleos fáceis, não retrata a realidade do que os ponteiros irão enfrentar lá fora.
E, para pensar no travesseiro. “O problema de o esporte boliche se esvaziar no Brasil, não é o tipo de condicionamento, TODOS nós sabemos qual é”.
Abraços a todos aí no Brasil.
Eliezer Câmara
Eliezer
O que vale, também é a abertura do debate.
E já que você rebateu a bola: por que um jogador que participa de um tour de 1 milhão de euros vai querer jogar em outro país? … hehehe
O finlandês Mika Koivuniemi que já ganhou títulos em 11 países (China, Dinamarca, Finlândia, Holanda, Itália, Japão, Malásia, Singapura, Suécia, Tailândia e Estados Unidos), já fez 300 em sete países diferentes, já ganhou 8 títulos PBA e mais de 1 milhão de dólares em prêmios nos Estados Unidos é a prova que os europeus se dão muito bem no estrangeiro, né?
Tá bom? Ou quer mais?
aBIRAços
Caro Eliezer, essa é velha e todo mundo conhece :
” O SUCESSO SÓ VEM ANTES DO TRABALHO NO DICIONÁRIO”.
Que resultados de expressão queremos mais para dar o START : Há trocentos anos : Walter Costa na Olimpíada de Seul; em 2007 : Márcio, Fabinho e Rodrigo : MEDALHA DE PRATA TERCETOS no Interamericano, com 2 tercetos americanos, 2 mexicanos, 2 canadenses, 2 venezuelanos, etc, etc, etc… é mole ??? Fabinho e Rodrigo : MEDALHA DE PRATA DUPLAS no PAN, moleza, melzinho na chupeta.
Que mais nós queremos ?????
Pagar as viagens dos já formados NADAL ou FEDERER e em troca disso dividir meio a meio os prêmios com eles, ATÉ EU QUE SOU MAIS BOBINHO.
O que temos que fazer todo mundo sabe decor e salteado, mas tem que fazer, não vai cair do céu NUNCA.
Abraço
Concordo com voce Issa.
E não estou esquecendo das conquistas conseguidas pelos nossos atletas de hoje e do passado, que sempre foram conseguidas com muita dedicação e com quase ou nenhum apoio.
O ponto que estou querendo chegar, e que já falei isso com o Bira, é o ponto do Planejamento, Organização e Seriedade, coisas que o nosso esporte deixou de ter faz tempo.
Exemplos:
Convocaram a seleção juvenil (por email) e falaram (que é o que mais sabem fazer) que os juvenis deveriam seguir um rigoroso criterio de treinamento. Como voce sabe eu não estou no Brasil… mas pelo que eu li no mural, os proprios atletas juvenis estavam se perguntando até as vesperas do torneio sobre o treinamento.
A sua propria viajem e da seleção brasileira para a Guatemala, sem uniforme, sem bandeira, e que voce mesmo teve que ir atras de uniforme, pelo que eu sei.
Voce mesmo está cansado de cutucar os nossos dirigentes sobre atitudes.
Então eu volto a perguntar. O condicionamento facil ou dificil tem influenciado a desistencia dos nossos atletas, ou o motivo seria que estamos ficando fartos das mesmas trapalhadas.
Eu estou usando um pouco este debate, para desabafar coisas que presenciei quando estava no Brasil, e que pelo que percebo, estão cada vez pior.
Estou mesmo chateado com tudo isso que está acontecendo, e estou torcendo para que as autoridades competentes tomem alguma atitude, para que o nosso esporte volte a crescer e somente assim, iremos crescer em numero de atletas.
Aproveito este momento (já que voce se juntou a nós neste debate) para desejar felicidades e muita saúde para o novo jogador “destro” do boliche paulista.
Sucesso para voce e parabéns para a famíla.
Um grande abraço.
Eliezer Câmara
Grande Eliezer, você tbém tem razão, o Bira tbém e outros tantos, como a Karla tbém ( vamos ver se agora ela entra no debate,rsrsrs).
Essa também é velha e sempre vai funcionar : “A VIRTUDE ESTÁ NO MEIO”. O que eu quero dizer com isso ?
Que temos espaço tanto para condicionamentos fáceis, como para difíceis, o que não podemos é usar apenas um dos dois o tempo todo.
Quando eu comecei a jogar o meu objetivo era bater uma partida de 200, depois de um bom tempo era fazer uma série de 200 e depois terminar um torneio com 200 e isso só os condicionamentos fáceis me permitiam. Mas passado alguns anos o meu desafio era jogar em um condicionamento mais seletivo ( a palavra difícil espanta um pouco mais de atletas, he, he, he…) para ver como realmente eu havia progredido e como eu iria me virar.
Tenho certeza que a maioria dos atletas também tem esse desafio.
Apesar de muita gente não gostar da comparação, vamos olhar a PBA, eles tem 5 condiconamentos e em alguns toneios os caras classificam para o match play com 210 de média em outros condicionamentos com 210 o cara quase fica fora dos 100 primeiros.
Então, mais uma vez, temos que aprender com quem sabe.
Agora, PLANEJAMENTO, ORGANIZAÇÃO, SERIEDADE, HONESTIDADE, VONTADE, COMPROMETIMENTO é tudo aquilo que eu falei que todos sabemos o que o esporte boliche precisa.
Abraço.
P.S. : Com relação ao Pedro ( meu filho de 1 mês ) o pediatra que eu escolhi para ele se chama Gabriel Striker, o que vc acha que ele vai ser quando crescer ??? Seguindo os conselhos do meu pequeno amigo Rene Santos, ele vai ser é jogador de futebol para ajudar no orçamento do papai, para comprar bolas de boliche, he, he, he…