RHINO PAGE: O NOVO EARL ANTHONY?
Enviado em 17 de Junho de 2008
Publicado por Bira Teodoro | Enviar por e-mail
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É a pergunta feita pelo analista da ESPN-PBA, Randy Pederson, sobre a carreira meteórica do norte-americano Rhino Page. Earl Anthony foi uma lenda do boliche mundial, falecido aos 63 anos em 2001.
Page, nascido em 7 de outubro de 1983 na cidade de Topeka, no Kansas, é o novo fenômeno do boliche atual. Está com 223,42 de média na PBA (Professional Bowlers Association), fez quatro partidas perfeitas (300 pontos) até agora e já ganhou um título de forma sensacional: o Go RVing Classic, em março de 2008.
Page confessa adorar comer spaguetti, diz ter medo de cobras, aranhas e altura. Rhino é um apelido dado por um técnico, em razão do seu estilo intenso e determinado. Seu verdadeiro nome é Ryan, mas ninguém, nem mesmo sua família, o chama assim.
Apesar de jovem possui títulos impressionantes em sua carreira:
> É o único jogador da história a ganhar um High Roller e um título nacional da PBA;
> Ganhou duas medalhas de ouro nos XV Jogos Pan-Americanos em 2007, no Rio de Janeiro;
> Faz parte da seleção principal norte-americana desde 2004;
> Foi da seleção juvenil dos Estados Unidos em 2001 e 2002;
> Detém o recorde PBA com cinco participações nas finais da PBA no ano de estréia 2007-08, ficando em segundo no Earl Anthony Medford Classic 2008, segundo no Spartanburg Classic 2007, terceiro no Pepsi Championship 2008, quinto no Lumber Liquidators Championship 2007 (neste marcou o recorde de sete partidas com 1.883 pontos e média de 269,0 na fase de classificação);
> Classificou-se em 11 dos 14 eventos PBA no ano que estreou;
> Ganhou duas medalhas de ouro e uma de bronze no Men’s American Zone Championships 2007;
> Ganhou uma medalha de ouro, duas de prata e uma de bronze no Men’s World Championships 2006;
> Ganhou uma medalha de ouro e outra de prata no American Zone Championships 2005;
> Ganhou duas medalhas de ouro e uma de bronze no Tournament of the Americas 2004;
> Ganhou uma medalha de ouro no American Zone Youth Championships 2002;
> Ganhou três medalhas de outro, uma de prata e uma de bronzem no Tournament of the Americas 2002;
> Ganhou três medalhas de ouro, uma de prata e uma de bronze no International Youth Friendship Tournament 2001;
> Foi campeão amador nacional dos Estados Unidos em 2005.
Bem com um curriculum desse, precisa ter muita dedicação mesmo.
Já assisti a alguns videos dele e vejo um grande progresso em seu jogo. Acredito que talvez exista mais materias sobre ele. Você alguma coisa Bira?.
Abraços
Ailton
É claro que tem muito material sobre Rhino Page na internet. Apenas fiz um resumo da carreira desse excepcional jogador, o qual tive o prazer de conhecer na Copa Mundial Qubica AMF em 2005, na Eslovênia. Aliás, ele não foi muito bem nessa Copa, terminando na 22.a posição. É quase certo que voltarei a noticiar as conquistas dele aqui no blog e no site.
aBIRAços
Já tive oportunidade de jogar três torneios com ele!
No primeiro torneio que jogamos juntos, já achei ele um grande jogador. E ele ainda não tinha completado nem 17 anos. Isso foi no International Youth Friendship Tournament 2001, em Orlando. Se eu não me engano, ele ganhou o master, a fase de time, terceto e ficou em terceiro na dupla e segundo no individual (essa eu lembro com certeza…hehehe).
Um ano depois lá estava ele de novo na Seleção Juvenil Americana jogando o American Zone Youth Championship 2002, na Costa Rica.
Não jogou muito bem acabando apenas na 17ª colocação do all-events, inclusive atrás de Rodrigo Hermes e Feliph Rosa, mas ajudou a seleção americana a ganhar a fase de time. Já no Torneio das Américas de 2004, jogando pela Seleção Adulta Americana, ficou em 4.º no all-events, ouro na fase de time, sendo que bateu 300 e fez uma série de 833 em 3 linhas, e bronze na fase de dupla.
É um curriculo e tanto para uma pessoa de 25 anos.
Um dia eu chego lá.
Nem se for com 80 anos.
hehehehehe
Abraços
É amigos, além de 2 medalhas de ouro no PAN, o cara também ganhou medalha de atleta mais simpático do boliche no PAN.
O que mostra que o cara além de fera é super bem educado, muito diferente do Renan “bica reta” Zoghaib, rsrsrs.
Esse Rhino Page é a maior amostra da estrutura que o Boliche dos EUA possui, já que no ano 2002 joguei primeira vez com ele e, com certeza, era o mais indisciplinado jogador do Torneio, chutava tudo e ainda batia a cabeça nas arquibancadas a cada mau arremesso, jogou muitas partidas de óculos escuros, trocava as lentes a cada frame.
No juvenil teve uma passagem discreta, já que a maioria das medalhas foram em função de outros bons jogadores da seleção juvenil americana. Depois o encontrei em 2005 no Interamericano Adulto, ele estava mais controlado, mas era visível que os técnicos o seguravam, na final do Master vi ele ter uma das derrotas mais impressionantes para o Daniel Falconi que, após passar ridiculamente na semi pelo Canadense que fritou três pinos 4 na partida… hahaha. Daniel avançou com 164. Na final ganhou a primeira partida com tranqüilidade no óleo longo, aí foram para curto e ele jogando na tábua 3, largou de 3 strikes e Daniel aberto de 9 e com 2 strikes na seqüência, no quarto frame Rhino fez um arremesso na mesma tabua, mas a bola avançou e tirou só o pino 7… hahaha, fechou o frame com uma bola passada levando muita sorte, depois desse frame foi um passeio de Daniel e o gringo mais perdido que cego em tiroteio.
No Pan Rio 2007 ele devolveu a derrota para o Daniel, já mostrando ser outro jogador, muito mais centrado, com uma confiança que me espantava. Conversando com o grande Márcio Vieira consegui entender como o time americano consegue chegar tão alinhado num campeonato em outro país, ele me contou que nos treinamentos da Kegel eles conseguem até colocar a umidade do ar igual ao local aonde será o jogo, ou seja, os americanos conseguem treinar como se tivessem jogando em outro país. Dessa forma, quando chegam precisam de poucos ajustes.
Portanto, Rhino Page é a prova do que a organização de um esporte pode acabar criando, ou seja, muitos bons jogadores que podem até ser comparados com lendas, como neste caso.
Acompanhando o raciocínio dos comentários é inevitável uma comparação com a CBBOL (???). Observem o que aconteceu com os juvenis brasileiros, que começaram até melhor que o próprio Rhino. Por falta de apoio e estrutura, dezenas de promessas juvenis não passaram de… promessas!
O Marinho “Girudo” Alvarenga certamente teria uma carreira gloriosa se tivesse o mesmo apoio técnico, financeiro e psicológico.
O rbd Charles também teria melhor destino no boliche, se pudesse contar com apoio oficial responsável e planejado.
Se houvesse o mínimo PLANEJAMENTO.
E o Marcelo Suartz? E o Rodrigo Hermes? E o William Hideki? E a Roberta Rodrigues? E a Luiza Rocha? E os Soares, o Bruno e o Fábio? E o Rogério Max? E a Nathalia Travagini? E o Daniel Raphanelli? E o New Yasuoka? E a Roberta Rodrigues? E o Fernando Azevedo? E o Geraldo Neto? E os Espósito, o Guilherme e o Daniel? E a Stephanie Martins? E a Patrícia Santos? E o Henry Wall? E os Negri, o Valdir e o Leandro? E o Lucas Rogério? E o Érico Fusco? E o Fábio Grossi? E o Cícero Feltrin? E o William Fachin? E o Victor Vicenzo? E o Dannyel Coelho? E tantos outros juvenis? O que fizeram, fazem e farão por eles, oficialmente, com planejamento a curto, médio e longo prazo?
Concordo plenamente sr. Bira.
Depois que o Bira falou fico pensando, como a CBBOL deixa passar as oportunidades de crescer como esporte.
Bira, minha maior gratidão pelo boliche até hoje é pelo programa bolsa atleta, ainda bem que inventaram este programa!
A partir de 2003 comecei a mudar meus pensamentos a atitudes sobre o boliche na minha vida e o que poderia me proporcionar no futuro.
Em menos de 20 dias estou indo para o USA estudar em uma universidade e jogar boliche pela mesma. Tenho muitos objetivos e metas que estabeleci na minha vida, uma delas é no mes que vem.
Espero realmente que se crie um planejamento eficiente voltado para os juvenis brasileiros. São tantos que começaram e pararam né, uma pena…
Em relação ao Rhino, todo mérito do mundo, congrats for him… Mas, podemos ser melhores que ele, que Walter Ray, seja quem for, é só querermos.
Abraços e sucesso,
M.S.
Primeiro deixa eu esclarecer essa história de apoio psicológico, pelo amor de Deus não quis dizer que o Marinho tenha qq problema na cuca, o que eu disse foi no sentido de reforçar o lado do mental game tão importante no nosso esporte. Porque o Rhino que era pior nesse aspecto, teve apoio e parou de dar cabeçada na parede… rs
Bira
Marcelo
Você está fazendo o que está fazendo e conseguindo o que está conseguindo graças à sua própria vontade e importante apoio dos seus pais, tanto do Edson quanto da Marina.
Muito pouco, para não dizer nada, em toda a sua carreira deve ser creditado à alguma infra-estrutura de base da CBBOL ou federação. O que fazem é quase tudo na base… do improviso.
Bira
Bem lembrado, Ailton… lá se foram as grandes conquistas dos brasileiros no Sul-Americano, o sensacional desempenho do Rodrigo Hermes na Europa, do Caio Pizzoli na Venezuela, do Fábio Rezende e Rodrigo Hermes no Pan Rio 2007, do Marcelo Suartz nos Estados Unidos e na Rússia… … …
Acho realmente que Rhino tem tudo pra se tornar uma lenda do boliche. Seu estilo agressivo é muito eficaz. Além do que possui uma enorme torcida e possui um grande carisma.
hehehe
eu sou meio retardado mas nao sou doido
hehehehe
Com certeza Bira. Vc tem toda a razão!
Me lembro que no Interamericano Juvenil o Rhino era taxado como jogador estrela. Dando murro pra tudo quanto era lado, xingando, chutando retorno..etc.
E apenas dois anos depois vi um comportamento completamente diferente no Torneio das Americas.
Bem mais centrado no jogo, calmo, se errava nao se desesperava, procurava como corrigir seu erro.
Um trabalho psicologico é muito importante pra se dar bem no boliche.
Abraço
Atualmente o juvenil no Brasil joga como adulto. Ele precisa sair do país pra jogar em sua categoria, visto que de um tempo pra cá os torneios com divisão juvenil no Brasil estão acabando.
Em 2007 só teve o selecões, sendo q tiveram apenas 2 equipes e não teve nem o individual brasileiro.
Antigamente as taças tinha divisão juvenil.
Lembro do meu primeiro torneio, eu ainda infanto juvenil, tiveram Sub-13, Sub-16 e Sub-16 feminino, sendo q em outro data ocorreu o Sub-23 masc. e fem.
Somando tds os participantes do infanto dava +- 40.
Vendo agora 7 anos depois, dos 40, todos atualmente com menos de 23 anos, restaram apenas alguns. Que jogam adulto e estão sempre nas pontas dos torneios nacionais.(Charles, Marcelo, Roberta, Stephanie, William).
Quando vejo algum juvenil aqui no Rio começando, já fico com pena. Pois se quiser competir, já vai começar jogando numa sexta divisão de um brasileiro indiv. onde vai jogar com um monte de gente q não vai adicionar nada ao seu jogo. e vai se tornar apenas mais um jogador para encher os torneios.
Quem jogava os torneio juvenis sabem como eram diferentes.
Caros Amigos…
Eu, como um simples jogador de boliche fico imaginando o que se passa na cabeças dos dirigentes da CBBOL.
Ouve, lê uma porção de críticas, e muitas delas construtivas, e simplesmente não fazem absolutamente NADA.
Nem vem a público dizer o que a maior entidade do boliche está fazendo em prol de todas as categorias, pq nunca ví um relatório de realizações publicado.
Falta simplesmente uma coisa denominada ATITUDE.
Enquanto tivermos pessoas com essa vontade iremos continuar a ver “Rhinos” nos noticiários internacionais, ao invés de nomes de brasileiro como Marcelo, Roberta, Willian, Marinho entre outros.
É uma pena.